quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

REVIRANDO OS BAÚS - De Luiz, para Marion


Revirando os baús da memória, deparei-me com este carinhoso acróstico escrito por meu bisavô, Luiz de Assis Pacheco, à minha bisavó, Marion Aranha de Assis Pacheco, em algum 10 de dezembro do início do século XX. Essa e outras histórias me foram transmitidas por minhas queridas tias-avós, que serviram de elo entre mim e as gerações que não conheci...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O ESPELHO



Passo pelo espelho no caminho,
Que seduz e escraviza cada olhar feminino.
O velho espelho é o mesmo
Que refletia  minhas vaidades adolescentes...
Parece que apenas pisquei
E tudo mudou à minha volta.
Só o espelho continua ali, como um eco de outros tempos...
Nele procuro o reflexo
De uma alma jovem, cheia de esperanças e sonhos.
Outras foram as conquistas que alcancei.
Realizei sonhos que nunca  sonhei.
As rugas no espelho mostram
O quanto  senti, chorei, sorri, lutei...
Não sou uma estátua perfeita, imutável.
Sou fruto do caminhar do tempo, implacável!
As mechas brancas no espelho
São testemunhas de que venci cada obstáculo.
Sobrevivi a tantos riscos e percalços...
De muitos escapei, sem me dar conta!
O espelho não mostra o avesso,
O roteiro da vida é um só.
A velhice é descuido da morte...
A idade é capricho da sorte!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Revirando os baús... ULISSES E HELENA

Por causa do "Jardineiro és...", alguém achou que eu fosse poeta e sugeriu que participasse de um sarau. 

Não sou poeta, que fique bem claro! Mas, encorajada pelo ambiente acolhedor, livre e democrático do sarau,  resolvi encarar o desafio: procurei em meus baús algo que pudesse apresentar. 

Encontrei "Ulisses e Helena", poesia que havia escrito em 12 de outubro de 2012. Naquele dia muito se falava no Dia da Criança e no feriado da Padroeira. Pouco ouvi sobre o centenário da grande poetisa paranaense, Helena Kolody, e absolutamente nada sobre o 20º aniversário do trágico acidente que vitimou Ulysses Guimarães, protagonista da nossa "Constituição Cidadã". Coincidência ou não, depois percebi, meus versos contemplam esses quatro eventos na ordem inversa da que foram prestigiados pela mídia...
 
Por me parecerem versos meio fora de moda, guardei-os para mim e não os mostrei a quase ninguém, mesmo porque, repito, poesia não é minha área. No entanto, o povo do sarau aplaudiu (certamente por generosidade). Enfim, resolvi postá-los aqui.
 
Peço desculpas pelo texto fora de contexto. Para dar sentido aos meus versos, é preciso que nos transportemos para aquele dia 12 de outubro de 2012, em que meus pensamentos estavam nestas duas figuras, cujos nomes remetem à mitologia grega...

ULISSES E HELENA

Neste Dia da Criança,
Em que se celebra a alegria, 
O que me vem à lembrança,
É uma tarde sombria:

Há exatos vinte anos,
Impiedoso, o mar roubaria,
Sem ouvir nossos reclamos,
Um  herói da Democracia!

Ulisses: guerreiro, feito o mito,
Gigante, de alma mansa...
Olhar azul, qual o mar infinito,
Em que eternamente descansa...

Águas levaram Ulisses,
Águas trouxeram a Padroeira.
Serão apenas crendices?
Ou a força da fé brasileira...

Neste Dia de Aparecida,
Em que o povo renova a esperança,
A Poesia se enche de vida
E aquece minha alma criança:

Uma flor, de nome Helena,
Há exatos cem anos nascia!
O colorido da sua pena
É de eterna magia...


Marion Aranha Pacheco Muggiati,

Curitiba, 12 de outubro de 2012.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Depoimentos como este são gratificantes e motivadores:
 
"Marion,
Não poderia deixar de passar aqui e registrar a minha opinião sobre o livro O Alvorecer nos Pinheirais. Excelente história, rica em detalhes, abordando diversos costumes e fatos históricos...tudo em meio a uma teia de personagens que se ligam no decorrer da trama. Uma obra inteligente, contagiante e enriquecedora.
Parabéns!!!"
(Mariana Carvalho - postado em 04.02.2015  na página do Fb O Alvorecer nos Pinheirais)